O (Ainda) Embrionário Mercado de Wearables no Brasil

Óculos de realidade aumentada, relógios inteligentes, pulseiras com sensores para medir atividade física. Cada vez mais cresce no mundo todo o mercado de Tecnologias Vestíveis (Wearables). A cada dia surgem novos produtos e aplicações que acabam difundindo o conceito de Computação Vestível pelo mundo.

A Computação Vestível surgiu na década de 80 no meio acadêmico, mas só veio a ganhar notoriedade mundial em 2012, com o advento do Google Glass. O óculos inteligente criado pelo Google causou um grande buzz em cima da tendência “Wearable Computing”, como também popularizou o conceito de Smart Glass (óculos inteligentes), levando outras gigantes de tecnologia a olharem para esse mercado.

Logo em seguida, empresas como Epson, Sony e Vuzix lançaram seus próprios Smart Glass. Também surgiram os óculos de imersão, como o Óculos Rift (posteriormente comprado pelo Facebook) e o HoloLens, da Microsoft. O mercado de Smart Watches (relógios inteligentes), alavancado pelo sucesso do crowdfunding da startup Pebble no Kickstarter, acabou sendo dominado por duas gigantes: Samsung e Apple.

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Segundo o Gartner, o mercado de Vestíveis vai movimentar mundialmente U$ 19 bilhões em 2018, totalizando cerca de 275 milhões de unidades vendidas. Tudo isso, contando apenas as vendas de gadgets. O mercado de aplicativos para essas plataformas é ainda mais promissor e já conta com conceitos e aplicações reais que podem transformar completamente áreas como: indústria, saúde, logística, construção civil, varejo, marketing e muitas outras. No Brasil, porém, esse mercado tão potencial ainda emerge de forma lenta e embrionária.

Quando fundamos a Media Glass em outubro de 2014, queríamos aproveitar as oportunidades geradas por essas poderosas plataformas e criar soluções para problemas reais utilizando Tecnologias Vestíveis. Realizamos uma ampla pesquisa para identificar potenciais demandas que podem ser atendidas por aplicativos para Wearables, bem como aplicativos que já haviam sido desenvolvidos tanto no Brasil como em outros países.

É notória a quantidade de aplicações de Wearables em diversos segmentos dos setores de Indústria e Saúde. A indústria pode se beneficiar em todas as etapas do seu processo produtivo, desde a montagem até a logística, por um simples motivo: esses gadgets deixam seu usuário com as mãos livres, dessa forma, permitem que o operador continue executando seu trabalho normalmente enquanto consulta uma informação na internet através de comandos de voz.

Tecnologias como Smart Glasses podem auxiliar por exemplo, operadores na montagem de produtos exibindo para eles na tela do óculos um checklist com o passo-a-passo de todas atividades que precisam desempenhar. Além disso, eles podem realizar vídeo conferências remotas com um especialista para tirar dúvidas sobre seu trabalho em tempo real. Tais funcionalidades podem gerar consideráveis ganhos de eficiência e redução de custos para as empresas, evitando viagens e deslocamentos desnecessários e acelerando em muito o treinamento dos funcionários.

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Muitas empresas ao redor do mundo já estão se beneficiando das Tecnologias Vestíveis (Wearable Computing), com ganhos de performance consideráveis e melhorias em seus processos. Mas e o Brasil?

No Brasil nós ainda estamos nos recuperando de uma das maiores crises de nossa história. Por causa disso, a maioria das empresas ficou resistente a investir em inovação de ponta como os Wearables com receio de que essa tendência não vingue ou que sua implementação seja muito custosa.

Na nossa experiência com Wearables podemos dizer que isso é um equívoco. Pesquisas apontam que as empresas que implementaram soluções com wearables ao redor do mundo reduziram em até 30% o tempo de processos, cortando consideravelmente seus custos de operação e aumentando sua eficiência. Essa é uma conta que se paga em poucos meses. Todos nós sabemos que em tempos de crise, nada melhor do que reduzir custos, não é?

Aqui no Brasil a Media Glass é a primeira e atualmente única empresa neste segmento. Empresas líderes em seus segmentos como Arcelor Mittal, CPMH e Mercedes-Benz já se beneficiaram de nossos projetos para Wearables. Acreditamos que neste cenário de crise são justamente as empresas pioneiras em adotar novas tecnologias que se destacam da concorrência.

Por isso, te convido a entrar em contato conosco! Envie um e-mail para [email protected] que agendaremos uma visita sem compromisso para conversar sobre oportunidades de aplicação de Smart Glass ou outras Tecnologias Wearable para a sua empresa!

Flávio França é CEO e fundador da Media Glass, a pioneira no Brasil em aplicativos para Tecnologias Vestíveis. Flávio é também um dos primeiros Google Glass Explorers do Brasil e é palestrante em eventos de empreendedorismo e inovação.


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